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terça-feira, 5 de agosto de 2014

Manual de um bom filho de santo

Percebendo que com a modernidade dos tempos a religião espírita tede a adaptar-se a atualidade, encotrei um ótimo documento que é o “Manual do yawo (iaô, Yaô = Filho de santo). neles estão a conduta do filho de santo (Omo Orixá), no caso um yawo  que é nada mais, nada menos que um recém iniciado dentro do candomblé(culto ao orixá), ele pode variar muito de barracão para barracão (casa de santo), de nação para nação (ketu, jeje, angola, nago, efon), e da filosofia do babalorixá (o modo ao qual o pai de santo foi doutrinado em sua casa).

O manual do bom filho de santo não é só para os iniciados, pois a palavra Iaô (yawo) signfica esposa, um filho de santo é yawo até seus 7 anos de obrigação paga dentro do Candomblé (isso é ele tem que tomar a obrigação de sete anos para deixar de ser um Iaô e se tornar um Ebomi, dai ele poderá deixar de comprir várias obrigações de um yawo (novo de santo), pois deixou de ser uma criança na casa, e exercendo um grau acima, podendo até em alguns casos abrir seu próprio barracão (terreiro, Ilê axé, casa de santo, barracão), se tornando um babalorixá (pai de santo), se no caso ele tiver um cargo de santo (carma espiritual que implica em cuidar de outros filhos de santo). Então vamos ao que interessa, esse texto sobre a conduta do filho de santo dentro de uma casa é muito importante para o equilíbrio da própria, pois uma casa Orixá não tem prosperidade se não houver respeito e designação das hierarquias (1º Pai de santo, 2º ekeji, ogan, 3º Ebomi, 4º filhos de santo (yawo, abian), etc.).

Gostaria muito que os Omo orixá (filhos de santo) já iniciados dessem uma lida no conteúdo abaixo, pois será de grande proveito, e os que estão querendo se iniciar dentro da Religião tanto do Candomblé quanto da Umbanda leiam com atenção o que é uma vida de devoção e respeito ao seu Orixá, o Orixá do Pai de santo, seu Ori (sua cabeça) e os demais postos dentro do Ilê axé (casa de santo).
MANUAL DO YAO - DO BOM FILHO DE SANTO. (elegun”feito de Orixá), abian (sem obrigação, cabeça virgem) 
Tudo aquilo que nosso Orixá rejeita por qualquer motivo peculiar, que por vezes desconhecemos. Existem quizilas da própria Nação e as de Cada Orixá.
Seguindo este preceito, só dependerá de você ter uma vida melhor consigo mesmo e com os de mais que lhe rodeia.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

É COM MUITA ALEGRIA E ADMIRAÇÃO QUE EU BÀBÁLÒÓRISÁ ARNALDO TY ÒYÁ SACERDOTE ESPIRITUAL DO ÈGBÈ YLÊ ÒYÁ E ÒLÙAYWÈ MORADA DO CABOCLO SETE SERRADO E MÃE BENEDITA D' ARUANDA DO ASÉ TY ILHA AMARELA, CONVIDO A TODOS AMIGOS, SIMPATIZANTES DA RELIGIÃO DE MATRIZES AFRICANAS PARA A ENTREGA DO MEU PRIMEIRO OYÊ AO MEU HUMBONO ** RAFAEL TY OBATALÁ** A REALIZAR-SE NO DIA 15 DE FEVEREIRO DE 2014 AS DEZENOVE HORAS CITUADO A RUA MOISÉS JUSTINO, 43 VILA NHOCUNÉ - SÃO PAULO TELEFONE: (11) 95297-6787 OP. TIM CONTO COM A PRESENÇA DE TODOS AMIGOS E SIMPATIZANTES DA NOSSA RELIGIÃO. PEÇO POR GENTILEZA QUE O SEU TRAJE RITUALISTICO SEJA BRANCO VAMOS LOUVAR O NOSSO GRANDE ÒRÌSÀ FUN FUN IGBASÉ!!!!

É COM MUITA ALEGRIA E ADMIRAÇÃO QUE EU BÀBÁLÒÓRISÁ ARNALDO TY ÒYÁ SACERDOTE ESPIRITUAL DO ÈGBÈ YLÊ ÒYÁ E ÒLÙAYWÈ MORADA DO CABOCLO SETE SERRADO E MÃE BENEDITA D' ARUANDA DO ASÉ TY ILHA AMARELA, CONVIDO A TODOS AMIGOS, SIMPATIZANTES DA RELIGIÃO DE MATRIZES AFRICANAS PARA A ENTREGA DO MEU PRIMEIRO OYÊ AO MEU HUMBONO

** RAFAEL TY OBATALÁ**

A REALIZAR-SE NO DIA 15 DE FEVEREIRO DE 2014 AS DEZENOVE HORAS
CITUADO A RUA MOISÉS JUSTINO, 43 VILA NHOCUNÉ - SÃO PAULO
TELEFONE: (11) 95297-6787 OP. TIM
CONTO COM A PRESENÇA DE TODOS AMIGOS E SIMPATIZANTES DA NOSSA RELIGIÃO.
PEÇO POR GENTILEZA QUE O SEU TRAJE RITUALISTICO SEJA BRANCO

VAMOS LOUVAR O NOSSO GRANDE ÒRÌSÀ FUN FUN
IGBASÉ!!!!



terça-feira, 14 de janeiro de 2014

De Iniciação ao Oyê

Um ano após a feitura, o nascimento no santo, o Yawo deve fazer a sua primeira obrigação que tem como significado comemorar esse nascimento e o reforço dos seus votos. Nessa ocasião, são oferecidos: um Bori e comida seca para os Orixás

Os votos serão renovados ao completar 3 (três) anos. Serão então oferecidos: um Bori, comidas secas e um animal de quatro patas, que seja do fundamento do seu Orixá.

Aos 7 (sete) anos de feitura o Iyawo alcança a maior idade no santo tornando-se Egbomi (irmão mais velho) e a partir deste momento está pronto para assumir funções sacerdotais, ou seja tornar-se dono de sua própria casa ou na sua comunidade se tiver evidentemente o cargo para zelador, caso não tenha, poderá assumir um cargo dentro da casa.

As obrigações dentro do Candomblé não podem ser adiantadas, ou seja, dadas antes do prazo, existe a necessidade de ser respeitado o tempo para que sejam realizadas.

Somente a iniciação não assegura que o Iyawo, receba o cargo de Egbomi, ele precisa cumprir todas as etapas descritas anteriormente e mesmo tendo mais de 7 (sete) anos de feito, enquanto não forem realizados os rituais de passagem seguindo a ordem cronológica, ele continuará sendo um Iyawo.

O Egbomi recebe durante a cerimónia, elementos de fundamental utilidade para que exerça a função sacerdotal entre eles, os seus búzios e navalha; é justamente o conjunto destes elementos que origina o nome Deká ou Cuia.

Outras duas obrigações são necessárias a este novo Egbomi, quando forem completados 14 (catorze) e 21 (vinte e um) anos de santo.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Saida de Yàwò




O ÈGBÈ YLÊ ÒYÁ E ÒLÚAYWÈ - ASÉ ILHA AMARELA JUNTAMENTE COM O BÀBÁLÒÓRISÁ ARNALDO TY ÒYÁ E A IYÁLÒÓRISÁ LUCIA TY ÒGÚN TEM A HONRA DE CONVIDAR OS LIDERES RELIGIOSOS E SEUS FILHOS DE MATRIZES AFRICANA PARA O NASCIMENTE DE MAIS UMA YÀWÒ.
A REALIZAR-SE NO DIA 25 DE JANEIRO DE 2014 ÀS 19HS, NA RUA MOISÉS JUSTINO, 43 - VILA NHOCUNÉ - SP

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Oyá Ìgbàlè – O Mito

Eèpàrìpàà! Odò ìyá

Esse post sobre Oyá serve também para desmistificar de vez a palavra Ìgbàlè e dar valor a essência da liturgia de Oyá e seus caminhos, dando-lhe a verdadeira conotação e entendimento litúgico.

Para um melhor entendimento e compreensão deste caminho de Oya, julgo necessário obter o devido conhecimento da palavra Ìgbàlè.

A palavra Ìgbàlè significa – pequena mata, lugar sagrado; tem a conotação de “A Floresta Sagrada dos Egúngun” ou “O Bosque Sagrado dos Ancestrais”. O mito relata que:

“..Em épocas muito remotas, havia na cidade do Oyo um fazendeiro chamado Alapini, que tinha três filhos chamados Ojéwuni, Ojésamni e Ojérinlo. Um dia Alapini foi viajar e deixou recomendações aos filhos para que colhessem os inhames e os armazenassem, mas que não comessem um tipo especial de inhame chamado ihobia, pois ele deixava as pessoas com uma terrível sede. Seus filhos ignoraram o aviso e o comeram em demasia. Depois, beberam muita água e, um a um, acabaram todos morrendo.

Quando Alapini retornou, encontrou a desgraça em sua casa. Desesperado, correu ao Babalawo, que consultou o oráculo de Ifá. O sacerdote indicou que, após o l7º dia fosse ao ribeirão do bosque e executasse o ritual que foi prescrito no jogo. Ele deveria escolher um galho da árvore sagrada atori e fazer um “bastão de invocação” do qual deveria ser denominado de isan. Na margem do ribeirão, deveria bater com o bastão na terra e chamar pelos nomes dos seus filhos, que na terceira vez eles apareceriam. Mas ele também não poderia esquecer de antes fazer certos sacrifícios e oferendas.

Assim ele o fez; seus filhos apareceram. Mas eles tinham rostos e corpos estranhos; era então preciso cobri-los para que as pessoas pudessem vê-los sem se assustarem. Pediu que seus filhos ficassem na floresta e voltou à cidade. Contou o fato ao povo, e as pessoas fizeram roupas para ele vestir seus filhos.

Deste dia em diante ele poderia ver e mostrar seus filhos as outras pessoas; as belas roupas que eles ganharam escondiam perfeitamente suas condições de mortos. Alapini e seus filhos fizeram um pacto: em um buraco feito na terra pelo seu pai, deveria ser “acomodado” os fundamentos do culto e denominado de ojúbo – Altar, no mesmo local do primeiro encontro, ou seja no Igbó Ìgbàlè, ali seriam feitas as oferendas e os sacrifícios e onde as roupas deveriam permanecer guardadas, para que eles as vestissem quando o pai os chamasse através do ritual do bastão.

Seguindo o pacto e as instruções do Babalawo, de que sempre que os filhos morressem fosse realizado o ritual após o l7º dia, pais e filhos para sempre se encontraram. E, para os filhos que ainda não tiverem roupas, é só pedir às pessoas que elas as farão com imenso prazer…”

Assim sendo, poderia interpretarmos Oya Ìgbàlè como “A Senhora da Floresta Sagrada dos Ancestrais”.

Se um dos atributos de Oya em sua pura essência é o “Espírito do Vento”, neste caminho ela é denominada de “O Vento da Morte, A Regente do Vento Invisível dos Egúngun” Oya Ìgbàlè é a divindade que Olódúmarè outorgou o direito de controlar os espíritos dos seres humanos quando desencarnados. Ela tem que assegurar que nosso espírito, de uma forma ou de outra, não seja prejudicado nesta “transição” tão delicada. Esta transição esta sub-dividida em 9 etapas: leito de morte, velório, caminho do cemitério, porta do cemitério, caminho da sepultura, sepultura, ritos fúnebres, despacho do carrego e o caminho para o além; e caso este espírito tenha que regressar ao mundo dos vivos, para solucionarmos alguma pendência, novamente deverá ser acompanhado por Oya Ìgbàlè.

Há tradicionalista modernos quem diga que o conhecido Déjà Vu a esta divindade pertence.

Oduleke foi o primeiro caçador a receber os ritos do Asese, celebrado por Oya Ìgbàlè. Até então este rito era somente destinados aos caçadores, para somente depois ser designado a todos os iniciados e consagrados ao Culto do Òrìsà e Egún.

Uma de suas principais características, esta em sua lealdade para com seus seguidores. Quando Oya Ìgbàlè acompanha seus seguidores em uma batalha, invoca seu poderoso exército de Egúngun liderado por um dos mais temíveis Ancestrais – Baba Ajimuda. Os mitos relatam que nesta batalha Oya Ìgbàlè cobre o rosto com uma mascara para ocultar a face da destruição. Na diáspora, esta mascara foi substituída pela pintura de efun do qual cobre por completo o rosto de Oya Ìgbàlè e que ninguém deve dirigir o olhar diretamente a ela, mesmo que esta cerimônia seja realizada no escuro.

No Novo Mundo Oya Ìgbàlè passa a morar no Ile Awo – A casa do Segredo, mas especificamente no Ile Sanyin ou popularmente conhecido com Lesanyin quando cultuada no Culto de Lese Egún e no Ile Ibo Aku quando cultuada em Lese Òrìsà. Suas representação materiais e seus atributos diferem de um lugar para outro, porém seu maior segredo se mantem em igualdade em ambos os cultos. Entre tantos outros o que mais diferencia seus assentamentos, são a presença de uma ossada retirada do corpo de um animal, do qual deverá ser prepara e consagrada para determinadas funções. Sabemos que o osso representa a morte, a representação de um ser que em outrora vivera.

Oya é evocada para para Proteção contra ataques de perversos ou Iku-Egun, atrair Amores, fertilidade na esterilidade, saúde das trompas, vendas de todos os tipos, Melhorias no comércio, movimento de comercio, atrair clientes, tomar iniciativa, Faxina espiritual, varrer os espíritos perversos.

YANLE – banquete de Oya

Ewure , Etu , Adiyé , Aparo, Adaba, Agbado cozido e pilado, Egbo cozido e pilado, Akara, Ipanu (Caramelos com gengibre), Ekò pupa, Ekuru pupa, Ibakan , Olele, Obi abata com Osun, Orogbo com Osun, Epo em quantidade, Oyin, etc.

Tabu: Agutan (carneiro), a fumaça, o Adin, a todos os Egusi (abobora, melão, melancia, cabaças).

Oyà sempre dá uma parte do sacrifico para Sango e Egungun, mas quando houver sacrifício.